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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dissertação no Slide Share

Acabo de fazer o upload da minha dissertação de Mestrado para o Slide Share. Assim, fica mais fácil visualizá-la também por aqui, ou fazer o download. Aos poucos, irei disponibilizando por lá também os artigos já publicados.


View more documents from Luciana Carvalho.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mídias sociais: dúvidas na hora de usar


Em termos de marketing digital, o que não faltam são gurus e suas bíblias com fórmulas mágicas. Todo dia, milhares de novos posts em blogs, artigos em revistas e livros totalmente dedicados ao assunto são disponibilizados de modo muito acessível e até gratuito. No entanto, quanto mais leio sobre o assunto, confrontando com o que vejo todos os dias em meu trabalho como analista de mídias sociais (embora eu atue muito mais como editora nessas mídias), mais dúvidas eu tenho sobre a maneira correta de se atuar nessas mídias. 

Vou enumerar algumas aqui:

1. No Twitter, como encontrar o público que buscamos para o cliente e sua  marca? Vejo esta como uma grande dificuldade, pois a descrição na bio dos usuários nem sempre traz informações quanto à cidade/região ou faixa etária, por exemplo. Assim, acabamos adicionando gente um tanto que a esmo, como forma de notificar a existência do  perfil em questão, esperando sermos seguidos de volta. O problema é que não temos como filtrar melhor nosso público. Se no planejamento prometemos atingir o público tal, um número xis de seguidores, como cumprir em curto prazo, que é o que as empresas esperam?

2. Ainda sobre o Twitter, como fazer com que os usuários entendam a importância de incluir em seus RTs a hashtag de uma campanha? Ou então como lidar com a dificuldade dos seguidores no entendimento de regrinhas básicas de uma promoção? É um tal de retuíte para o link errado, de compreensão equivocada das regras da promoção, e por aí afora.

3. Falamos o tempo todo em engajamento, mas como entregar isso ao cliente se sua marca ainda é iniciante e não possui esse capital no "mundo offline"? O problema é que o cliente espera receber o retorno em pouco tempo, muitas vezes assinando um contrato de pouco tempo com a agência esperando resultados grandiosos.



4. No Facebook, um grande número de usuários ainda não entendeu direito o funcionamento de todas as funcionalidades, não sabe onde e o que "curtir" e a marca fica falando sozinha. É fácil falar em monitorar a conversa do público e a concorrência e participar da conversa. Mas e quando essa conversa não existe, simplesmente porque nem os concorrentes nem o público-alvo da marca estão nas mídias sociais? Parte-se totalmente do zero e para isso não há guru ou bíblia que indique um caminho.

5. Ainda sobre o Face, a regra é que se crie uma página de fãs (as fan pages) para marcas e negócios, no entanto muitas ainda usam o perfil como forma mais rápida de conseguir amigos, o que depois facilita na hora de transformar esse perfil em uma fan page (os amigos migram como fãs que curtiram a página). A dificuldade é semelhante a que ocorre no Twitter. Ao invés de seguidores, são os fãs o problema. Nem sempre o público do cliente (empresa, marca etc) nos dá as melhores pistas para que a gente o encontre por lá. E aí temos um monte de fãs que, na real, não são nosso verdadeiro público e não irão comprar o produto do nosso cliente, que no final das contas é o objetivo final do  marketing.

São apenas algumas dificuldades típicas de quem trabalha com marcas e negócios pequenos, no interior. Imagino, no entanto, que seja a realidade para muitos gestores, analistas e editores de mídias sociais, que assim como eu sentem uma grande discrepância entre o que sugere a teoria e o que ocorre na realidade. Talvez o que me falte seja conhecimento de ferramentas que facilitem este processo e este post visa justamente trocar ideias. Aceito sugestões e críticas!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Aniversário de ZH é comemorado com debate entre profissionais e estudantes

Pelo terceiro ano consecutivo, o jornal Zero Hora comemora seu aniversário promovendo debates entre seus profissionais e os estudantes de Jornalismo. E, pela segunda vez, o evento terá a participação ativa dos acadêmicos na cobertura online. Nestas quarta-feira (4) e quinta-feira (5), jornalistas de ZH estarão nas 20 faculdades de Jornalismo do Rio Grande do Sul para comemorar os 47 anos do jornal. 
O debate sobre a atividade jornalística é dirigido a professores e estudantes do Estado, que este ano conta com dois novos cursos — ESPM e UFPel. A cobertura das palestras será simultânea e realizada em tempo real pelos estudantes para o site do jornal, via Twitter.
A cobertura pelo Twitter será coordenada pela editora de Mídias Sociais do Grupo RBS, Barbara Nickel, e terá destaque no site de zerohora.com. O objetivo é incentivar a atividade jornalística em tempo real dos alunos participantes.

As palestras
Bagé:
Maria Isabel Hammes - quinta-feira (5), às 19h, no salão de Atos Central da Urcamp
Canoas:
Moisés Mendes – quinta-feira (5), às 19h, na sala 203 do prédio 14 do campus Canoas da Ulbra
Caxias do Sul:
Dione Khun – quarta-feira (4), às 16h40, no auditório do bloco E da Cidade Universitária da UCS
Cruz Alta:
Nilson Mariano – quinta-feira (5), às 19h30, no Salão Nobre do Campus da Unicruz
Frederico Westphalen:
Carlos Wagner - quarta-feira (4), às 14h, no auditório do Colégio Agrícola da Cesnors
Ijuí:
Marlise Brenol – quinta-feira (5), às 19h30, na Sala COM 04 do Campus Unijuí
Lajeado:
Fernanda Zaffari – quinta-feira (5), às 19h30, auditório do prédio 11 da Univates
Novo Hamburgo:
Carlos Etchichury – quinta-feira (5), às 19h30, auditório do Prédio Azul da Feevale
Passo Fundo:
Rodrigo Lopes – quinta-feira (5), às 20h, no auditório da Faculdade de Agronomia, no Campus da UPF
Pelotas:
Altair Nobre – quinta-feira (5), às 19h30, no auditório central Dom Antonio Zattera, no Campus I da UCPel. A primeira turma de Jornalismo da UFPel participa do evento.
Porto Alegre:
Deca Soares – quinta-feira (5), às 14h, no prédio C da ESPM
Tulio Milman – quinta-feira (5), às 19h15, no auditório da Biblioteca do Campus IPA/Metodista
Diogo Olivier – quinta-feira (5), às 20h, no auditório da Famecos da PUCRS
David Coimbra - quinta-feira (5), às 10h, no auditório da Fabico da UFRGS
Santa Cruz do Sul:
Humberto Trezzi – quinta-feira (5), às 19h, na sala 101 da Unisc
Santa Maria:
Cláudia Laitano
quinta-feira (5), às 10h, no auditório do prédio 21 do campus da UFSM
quinta-feira (5), às 19h30, no Salão de Atos, no conjunto 3 do campus da Unifra
São Borja:
Caroline Torma – quinta-feira (5), às 14h, para Unipampa (auditório do Sindilojas - Rua General Marques, 728)
São Leopoldo:
Rosane de Oliveira – quinta-feira (5), às 20h, no miniauditório do átrio da Biblioteca da Unisinos


PRECISAM-SE DE VOLUNTÁRIOS PARA REALIZAR COBERTURA DO EVENTO:


- Um coordenador da cobertura online, que será responsável pelo CoverItLive (ele poderá convidar outros colegas para integrarem a equipe dele e distribuir as funções)
- Um aluno tuiteiro que vai fazer a narração via Twitter (ele poderá retuitar outros colegas, e seu perfil de Twitter deverá ser incluido dentro do CoverItLive com a cobertura completa)
Aluno interessado, entrar em contato com a secretaria do seu curso.

*Com informações da organização do evento.

A morte de Bin Laden nas mídias sociais

No início da madrugada desta segunda-feira, quando alguns insones internautas tentavam encerrar suas atividades do final de semana procurando por assuntos interessantes na rede, começavam os rumores da morte do líder da organização terrorista Al Qaeda, a quem se atribui a autoria dos atentados de 11 de setembro de 2001. 
Rapidamente, no Twitter e no Facebook, as pessoas comentavam ter ouvido rumores, mas sem confirmação nos canais oficiais. Aos poucos iam surgindo notícias aqui e ali nos sites de notícias, na CNN, com a informação confirmada finalmente pelo pronunciamento do Presidente Barack Obama feito ao vivo e transmitido via youtube e site da Casa Branca. 
Mais uma vez as mídias sociais desbancaram as mídias de massa em agilidade e compromisso com a informação em tempo real. A TV aberta brasileira foi criticada na internet por não dar a informação e só abrir um plantão bem mais tarde, e provavelmente gravado. 
O site Mashable postou uma enquete para saber qual o canal pelo qual seus leitores ficaram sabendo primeiro da morte de Osama. Antes das 2h, quando este post era escrito, quase 50% tinham sido informados pelo Twitter (a maior fatia) e 17% pelo Facebook (em segundo lugar), contra 13% que afirmaram ser informados pela televisão (em terceiro). Com menos expressão aparecem mensagens de texto, telefone e outros.
O assunto movimentou as redes sociais na internet, ficando no topo dos mais comentados do Twitter. As mídias sociais são, assim, cada vez mais levadas a sério como fóruns de troca de informação. E isso não se aplica apenas ao Twitter. O Facebook, geralmente visto mais como plataforma de entretenimento e conversação e nem tanto para informação, mostrou que também possui uma veia informativa, jornalística. Fiquei sabendo, inclusive, por acaso, que o site da Casa Branca está todo integrado à rede social. Na hora do discurso do presidente Obama, era possível, além de assistir ao pronunciamento, comentar a fala em um chat em tempo real, através de um aplicativo do Facebook.
E você, como ficou sabendo da notícia?

domingo, 17 de abril de 2011

Dissertação para download

Ontem fiz o upload da dissertação no 4shared, para quem tiver interesse em baixar o arquivo. Aqui está o link para fazer o download. Abaixo, o resumo do trabalho.

Resumo:

Esta dissertação possui como contexto a crise de legitimação institucional que ocorre na sociedade atual e afeta o papel de mediação do jornalismo informativo, potencializada pelas práticas interativas das mídias sociais digitais, com suas possibilidades de participação, compartilhamento e distribuição de informações pelo público. Essa lógica se contrapõe ao modelo de transmissão da mídia de massa que tem marcado o processo de legitimação do jornalismo. O problema de pesquisa é “que estratégias de legitimação institucional emergem no conteúdo das mensagens postadas pelo jornal Zero Hora no Twitter?”. O objetivo geral é compreender as estratégias utilizadas pelo jornalismo informativo com vistas a obter legitimação institucional por meio do uso das mídias sociais digitais. Os objetivos específicos são reconhecer os usos institucionais do Twitter por Zero Hora; identificar as estratégias de legitimação institucional emergentes nas postagens de Zero Hora no Twitter; observar como Zero Hora desenvolve seu papel de mediação informativa no uso do Twitter como mídia social; analisar a relação entre o papel de mediação do jornalismo e as características desintermediadoras das mídias sociais digitais. A metodologia é híbrida com caráter qualitativo, utilizando análise de conteúdo (AC), entrevista semi-estruturada e observação participante na redação de Zero Hora. A análise de conteúdo (AC) foi realizada em dois corpora relativos a coberturas jornalísticas realizadas por Zero Hora com um intervalo de um ano entre elas. Os resultados da AC foram cruzados com os dados provenientes da observação participante e das entrevistas, relacionando-se as análises ao referencial teórico. Os principais usos do Twitter encontrados relacionam-se às categorias de difusão de informações, participação, compartilhamento e conversação, em que emergem estratégias de legitimação institucional do jornalismo. A análise indica continuidades e possíveis rupturas no processo de legitimação do jornalismo informativo na passagem da lógica de emissão centralizada da comunicação de massa para a lógica interativa e descentralizada da mídia social digital. Comparando-se os dois corpora de análise foi possível observar uma transformação no papel de mediação da organização jornalística no Twitter, com uma crescente apropriação das possibilidades de participação da mídia social digital, em que o público é cada vez mais incluído.
 Palavras-chave: estratégias de comunicação; legitimação institucional; jornalismo informativo; mídias sociais digitais; Twitter

sábado, 16 de abril de 2011

Mídia social ou mídia social digital

Durante o trabalho de dissertação, uma das questões que mais me perturbaram conceitualmente foi a noção de mídia social. Como tudo que está acontecendo na internet hoje é muito novo e cercado muito mais de dúvidas do que de certezas, não foi fácil encontrar uma base sólida de conceitos para me ancorar quando falava do twitter. 
Para quem não sabe, minha dissertação tem como título "Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter". Traduzindo do academiquês, minha proposta foi investigar as estratégias utilizadas por uma organização jornalística para se afirmar enquanto veículo de informação no ambiente das mídias digitais, e que acabam aparecendo no uso que ela faz do Twitter. 
Quis saber como se dá o tensionamento entre a lógica informativa (que é massiva, de transmissão) do jornalismo tradicional e a lógica descentralizada e não linear das mídias sociais, que delimitei como "mídias sociais digitais". Utilizei esta denominação, com o "digital", pois toda mídia, ou todo meio de comunicação, por essência, deveria ser "social". A diferença é que agora temos mídias sociais específicas da plataforma digital, e que possuem peculiaridades próprias desse ambiente digital, como é o caso das possibilidades de que a informação seja compartilhada, participativa, conversacional, em oposição ao caráter transmissionista da mídia de massa.


Assim, para mim, a mídia social digital é um fenômeno novo, típico da internet, que encontrou um terreno fértil a partir das possibilidades da web 2.0, quando o usuário passa a ser também produtor de conteúdo, autor, protagonista. Concordo com a Raquel Recuero quando ela diz que a mídia social já estava de algum modo presente nos primórdios da internet, com os fóruns, os ICQs da vida, as fanzines... No entanto, só hoje (de alguns poucos anos para cá) e com cada vez mais força a internet passa a ser muito mais dinâmica e plural, dependendo do interagente (usuário com poder ativo nas redes) para existir e continuar crescendo. 
E só nesta ambiência tecnossocial (tecnologia e sua apropriação pela sociedade) foi possível à mídia social se desenvolver; portanto, não acredito que tivéssemos mídia social antes de haver a mídia digital como a conhecemos hoje. Nos primórdios da internet, tínhamos possibilidade de comunicação em rede, poderíamos pensar em termos de redes sociais online, mas tínhamos mídia, no sentido de meio de comunicação, com um caráter social? Creio que não. Por mais que houvessem projetos e iniciativas de ruptura ao modelo massivo da mídia analógica, o alcance nunca foi além de pequenos grupos, sem querer menosprezar o valor histórico de qualquer projeto contracultural. Iniciativas assim podem ter dado a base, revelando um desejo latente das pessoas de fazer parte da cena midiática sem necessidade da mediação das grandes marcas jornalísticas, mas não creio que pudessem ser caracterizadas como mídia.
Hoje, um indivíduo, grupo, associação, organização etc pode passar a ser ouvido (a) pelo seu público e pela sociedade de um modo geral através de canais próprios na internet sem precisar passar pelo filtro editorial dos jornais e emissoras. Vide o exemplo do blog da Petrobrás, que criou tanta polêmica com os jornalistas e que foi bem visto pela maioria do público. Trata-se de uma organização que se faz presente na cena midiática por conta própria. Aí vejo a grande diferença.
Obviamente, as empresas, sejam elas informativas ou de qualquer outra natureza, procuram esses espaços conversacionais da mídia social digital, hoje, buscando valores que elas estavam acostumadas a buscar quando investiam na mídia tradicional. No entanto, como a lógica é outra, focada no relacionamento, no vínculo com o público, no engajamento, a organização rapidamente percebe que estar presente no meio digital não basta. É preciso um conjunto de estratégias que levem em conta a complexidade deste novo terreno. E este é um longo caminho que exige pesquisa, estudo e muita paciência...

Em breve, novos posts em que trarei alguns elementos e resultados da minha dissertação.