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sexta-feira, 24 de junho de 2011

SBPJor irá debater jornalismo e mídias digitais

0 9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, organizado pela SBPJor, será realizado entre os dias 3 e 5 de novembro de 2011, na Escola de Comunicação da UFRJ, com o tema “Jornalismo e Mídias Digitais". A julgar pelas presenças internacionais de Axel Bruns e John Pavlik, nomes que prometem agitar a discussão em torno das transformações pelas quais passa o jornalismo na era digital, o evento é imperdivel. Reproduzo material enviado pelos organizadores.

Este ano, o encontro da SBPJor terá uma novidade, a realização do 1o. Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo, que será coordenado professores Josenildo Guerra, da UFS, e Victor Gentilli, da UFES.
O prazo para submissão de trabalhos para o 1o. Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo,  Comunicação Livres, Comunicacões Coordenadas é dia 22 de julho.
As inscrições estão abertas no site www.sbpjor.org.br/artigos2011 . As
regras para submissão de trabalhos podem ser consultadas no site.
Já as inscrições para o 6º Prêmio Adelmo Genro Filho de Jornalismo - categorias -  Iniciação Científica/Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação, Mestrado, Doutorado e Pesquisador Sênior – estão abertas até 10 de agosto. O PAGF é coordenado pela professora Dione Oliveira Moura, da UnB. As regras podem ser consultadas do site da www.sbpjor.org.br


Programação
3 de Novembro – Quinta-feira
8h – Entrega de material aos participantes
9h-12h – I Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo
14h30 – 18h30 – Meio a Meios: Debate sobre jornalismo e novas mídias
18h30 – Abertura Oficial:
- Ivana Bentes – Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ ( ECO-UFRJ)
- Carlos Franciscato – Presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo ( SBPJor)
18h45 – Entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho
19h00 – Painel 1 : Jornalismo e Mídias Digitais
Palestrantes:
John Pavlik (State University of New Jersey – Estados Unidos)
Marcos Palácios (Universidade Federal da Bahia)
Mediação:
Raquel Paiva (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
21h00 – confraternização
4 de Novembro – Sexta-feira
9h – 10h50 –  Painel 2: Reconfigurações das práticas e mediações Jornalísticas
Palestrantes:
Axel Bruns (Queensland University of Technology – Australia)
Henrique Antoun (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Mediação:
Ana Paula Goulart (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
10h50 – 11h10 – Coffee break
11h10 –13h00 – Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Livres
13h00 – 14h30 – Intervalo para o almoço
14h30 – 18h30
- Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Coordenadas
- Meio a Meios: oficinas
18h30 – Assembléia dos associados da SBPJor
19h30 – Sessão de Lançamento de livros
5 de Novembro – Sábado
9h – 10h50 – Painel 3: A pesquisa e o ensino de jornalismo digital no século XXI
Ramón Salaverría (Universidad de Navarra – Espanha)
Elias Machado (Universidade Federal de Santa Catarina)
Mediação:
Claudia Quadros (Universidade Tuiuti do Paraná)
10h50– 11h10min – Coffee break
11h10 – 13h00 – Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Livres
13h00 – 14h30 – Intervalo para o almoço
14h30 – 18h30
- Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Coordenadas
- Meio a Meios: oficinas
18h30 – Assembléia de posse da nova diretoria da SBPJor
19h – Encerramento

sábado, 16 de abril de 2011

Mídia social ou mídia social digital

Durante o trabalho de dissertação, uma das questões que mais me perturbaram conceitualmente foi a noção de mídia social. Como tudo que está acontecendo na internet hoje é muito novo e cercado muito mais de dúvidas do que de certezas, não foi fácil encontrar uma base sólida de conceitos para me ancorar quando falava do twitter. 
Para quem não sabe, minha dissertação tem como título "Legitimação institucional do jornalismo informativo nas mídias sociais digitais: estratégias emergentes no conteúdo de Zero Hora no Twitter". Traduzindo do academiquês, minha proposta foi investigar as estratégias utilizadas por uma organização jornalística para se afirmar enquanto veículo de informação no ambiente das mídias digitais, e que acabam aparecendo no uso que ela faz do Twitter. 
Quis saber como se dá o tensionamento entre a lógica informativa (que é massiva, de transmissão) do jornalismo tradicional e a lógica descentralizada e não linear das mídias sociais, que delimitei como "mídias sociais digitais". Utilizei esta denominação, com o "digital", pois toda mídia, ou todo meio de comunicação, por essência, deveria ser "social". A diferença é que agora temos mídias sociais específicas da plataforma digital, e que possuem peculiaridades próprias desse ambiente digital, como é o caso das possibilidades de que a informação seja compartilhada, participativa, conversacional, em oposição ao caráter transmissionista da mídia de massa.


Assim, para mim, a mídia social digital é um fenômeno novo, típico da internet, que encontrou um terreno fértil a partir das possibilidades da web 2.0, quando o usuário passa a ser também produtor de conteúdo, autor, protagonista. Concordo com a Raquel Recuero quando ela diz que a mídia social já estava de algum modo presente nos primórdios da internet, com os fóruns, os ICQs da vida, as fanzines... No entanto, só hoje (de alguns poucos anos para cá) e com cada vez mais força a internet passa a ser muito mais dinâmica e plural, dependendo do interagente (usuário com poder ativo nas redes) para existir e continuar crescendo. 
E só nesta ambiência tecnossocial (tecnologia e sua apropriação pela sociedade) foi possível à mídia social se desenvolver; portanto, não acredito que tivéssemos mídia social antes de haver a mídia digital como a conhecemos hoje. Nos primórdios da internet, tínhamos possibilidade de comunicação em rede, poderíamos pensar em termos de redes sociais online, mas tínhamos mídia, no sentido de meio de comunicação, com um caráter social? Creio que não. Por mais que houvessem projetos e iniciativas de ruptura ao modelo massivo da mídia analógica, o alcance nunca foi além de pequenos grupos, sem querer menosprezar o valor histórico de qualquer projeto contracultural. Iniciativas assim podem ter dado a base, revelando um desejo latente das pessoas de fazer parte da cena midiática sem necessidade da mediação das grandes marcas jornalísticas, mas não creio que pudessem ser caracterizadas como mídia.
Hoje, um indivíduo, grupo, associação, organização etc pode passar a ser ouvido (a) pelo seu público e pela sociedade de um modo geral através de canais próprios na internet sem precisar passar pelo filtro editorial dos jornais e emissoras. Vide o exemplo do blog da Petrobrás, que criou tanta polêmica com os jornalistas e que foi bem visto pela maioria do público. Trata-se de uma organização que se faz presente na cena midiática por conta própria. Aí vejo a grande diferença.
Obviamente, as empresas, sejam elas informativas ou de qualquer outra natureza, procuram esses espaços conversacionais da mídia social digital, hoje, buscando valores que elas estavam acostumadas a buscar quando investiam na mídia tradicional. No entanto, como a lógica é outra, focada no relacionamento, no vínculo com o público, no engajamento, a organização rapidamente percebe que estar presente no meio digital não basta. É preciso um conjunto de estratégias que levem em conta a complexidade deste novo terreno. E este é um longo caminho que exige pesquisa, estudo e muita paciência...

Em breve, novos posts em que trarei alguns elementos e resultados da minha dissertação.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Palestrantes destacam a força do marketing de relacionamento

Em tempos de mídia digital e convergência, o marketing e a publicidade passam por uma transformação rápida e sem volta, fazendo com que as agências offline se digitalizem cada vez mais. Essa foi uma das reflexões que ficaram após a palestra “Marketing Digital e Midias Sociais”, ministrada na manhã de terça-feira (12), na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pelos publicitários Luciano Azambuja e Alexandre de Mattos, das agências Vance e Relevance (Porto Alegre e Passo Fundo). As falas foram acompanhadas por alunos do curso de Publicidade e Propaganda da UFSM e profissionais de agências locais.
Luciano Azambuja falou sobre as tendências da publicidade hoje
Para Luciano, os profissionais da comunicação tem que admitir que não há mais como separar mídia tradicional de mídia online, pois uma depende da outra. A diferença é que é possível fazer uma campanha apenas na web, mas uma campanha que seja forte nas mídias de massa e ignore as mídias digitais corre mais risco de não dar certo. 
Alexandre destacou algumas possibilidades existentes na web que facilitam a aproximação das marcas de seus públicos. A interação direta e full time nas redes sociais online e a geração de conteúdo como forma de criar engajamento do público foram enfatizadas pelo profissional. O relacionamento é a chave do negócio.

Alexandre de Mattos enfatizou a importância do marketing de relacionamento

Fotos: Agência Vance

terça-feira, 12 de abril de 2011

O mundo enredado

Por que mídia em rede? O que é isso, afinal?
A ideia é que este blog seja um espaço para compartilhamento de informação e desenvolvimento de discussões sobre este período de transformações que vive a mídia. A mídia de massa não morreu, a mídia digital está com tudo. E elas, ao que tudo indica, têm muito a aprender uma com a outra. 
A força da mídia e da comunicação está, cada vez mais, nas pessoas interligadas, conectadas, em rede. Cada um é uma mídia com uma força capaz de destruir ou alavancar reputações em poucos segundos. As estruturas lineares do mundo analógico estão se dissolvendo, as hierarquias se desconstroem, o mundo se reorganiza. Jornalismo, publicidade, marketing, relações públicas, antes campos mais ou menos estanques agora se fundem, se chocam, e não há limites entre eles.
Eis o mundo em rede, da liberação do polo de emissão, da democratização das ferramentas de produção e distribuição de conteúdo, e das incertezas sobre onde isso tudo irá nos levar.
O jeito é acompanhar tudo, ler, aprender, testar, trocar ideia, compartilhar.
Vamos nessa?